Terça-feira, Agosto 30, 2011

A reporCagem

A revistaveja acaba de cometer um crime de fajuta espionagem e araponguismo amador. A chamada "grande imprensa", em previsível conluio, se silencia. Em entrevista a Conceição Lemes, o gerente do Hotel Naoum em Brasília, senhor Rogério Tonatto, afirma que um repórter da revistaveja tentou invadir o apartamento em que se hospedava José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil no governo Lula.
Tonatto também descarta que as imagens exibidas por veja tenham sido captadas pelo circuito de segurança do hotel. Tudo indica que o araponga do famigerado semanário instalou uma câmera no corredor do hotel. Usando nome falso, o espião de veja cometeu os crimes de falsidade ideológica e tentativa de invasão de domicílio, além de invasão de privacidade, uma vez que filmava todos os hóspedes e funcionários daquele andar em que a câmera foi sorrateiramente instalada.
O diabo é que tão desastrada ginástica gerou uma matéria de capa em que tudo o que nela contém é fumaça. Tudo inconsistente, tudo insinuações, tudo baseado em abjeta felonia. Aí a revistaveja atenta contra o jornalismo.
Há muito a revistaveja aprendeu a distorcer os fatos e contorcê-los em factoides. Contra a realidade, o simulacro. Esta matéria de capa extraída de forma criminosa, mostra José Dirceu, dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores, recebendo correligionários, o que não é nenhum crime e nem se configura em uma anormalidade. Mas veja, da escola de Kamel, "testa hipóteses". Dirceu estaria conspirando contra Dilma.
E quem participa da pérfida conspiração? O Ministro do Desenvolvimento, José Pimentel, amigo pessoal de Dilma, e José Sergio Gabrielli, Presidente da Petrobrás, homem de elevado prestígio no governo. E todos os membros do PT que frequentam aquele hotel, muito frequentado por petistas. Ou seja, paranoia, conversa furada, factoide, ilações, panfleto raso. É como aquela história do chamado Mensalão em que o governo estaria pagando gente do próprio governo para votar com o governo.
Veja, que se comportou de forma clandestina e leviana, acusa na reporCagem que Dirceu é quem mantém um escritório clandestino em Brasília. Distorção! O caso Murdoch ainda está fresco na mente de todos nós. O mesmo tipo de arbitrariedade é cometido, não de hoje, pelo semanário da família Civita.
Sabe-se que a Polícia Federal já está nesse caso. Agora falta saber se o Governo Federal vai continuar inundando de publicidade um veículo criminoso, a conivir? A Secom vai manchar a imagem de um governo que pune criminosos pagando para essa revista continuar praticando crimes? O governo paga para um veículo fazer contra-propaganda?
Está na hora da faxina!
Lelê Teles

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