Quero ser excomungado por dom José
lula, atirando o sapato em Dom José
Esse país é mesmo o país da piada pronta. Veja você que Protógenes tentou colocar um vigarista na cadeia e o Juiz Supremo quer prendê-lo, não o vigarista, mas o delegado que o desnudou diante da opinião pública.
Agora surge um homem em vestes cafonas, com cara de moribundo e, diante de um espetacular caso de misericórdia, abre a batina e solta de lá uma excomunhão contra a família criança estuprada. O clérigo puniu a vítima!
O mais indignante é que no dia internacional da mulher, um senhorzinho religioso aparece para mostrar que o mundo dele ainda é machista, e que machistas deveriam ser o estado e a ciência.
O bispo queria que a menina seguisse grávida de outra menina porque ele diz que defende o direito à vida. Mas como a menina de nove anos de idade corria risco de morte se continuasse com a gestação, logo, subentende-se que o bispo defendia a vida do... estuprador.
Dom José fala em nome de um Deus no qual ele acredita e nos força a acreditar. E diz que sua sentença obedece à igreja, que por sua vez obedece a Bíblia Sagrada, que por sua vez protege a vida.
Mas com os diabos. Eu leio a Bíblia, é um livro sobre a morte e não sobre a vida. Tem a história de um baixinho que afunda a testa de um gigante filisteu com uma funda, e Jesus se torna rei por descender deste baixinho assassino. O rei Salomão, filho do Rei Davi, logo que assumeo o trono asassinao o próprio irmão. Antes de asumir o trono, davi o seu pai lhe pede, em seu leito de morte, que Salomão mate Joab. Ao assumir o trono, Salomão comete três assasinatos. A Bíblia também versa sobre um malandro chamado Jacó, que dá porrada em anjo (Gênesis 32:22-32), sacaneia o irmão, engana o pai com a cumplicidade da mãe e engravida as duas filhas do tio Labão e as duas empregadas das mesmas.
É um livro para quem tem estômago. Versa sobre estupros, a própria filha de Jacó foi estuprada pelo príncipe Siquém; tem o pai que cai numa pegadinha de Deus que o manda matar o próprio filho e depois fala que tava de brincadeira. Nesse livro também ouço choro e ranger de dentes. É um livro repleto de parricídio, filhicídio, genocídio, etnocídio, reigicídio, infanticídio...; uma mulher que vira estátua, duas cidades aniquiladas e sua população ardendo pelo fogo; a covardia ocorrida no Egito, soldados morrendo afogados, inocentes primogênitos morrendo envenenados; muralhas caindo e o povo sendo morto ao fio da espada; irmão matando irmão... e o livro termina, veja você, com um deus nu, esquálido, morto e pendurado no madeiro e uma profecia escatológica de que tudo será destruído.
O livro parece que foi escrito por Gilmar Mendes e Dom José. O que me deixa indignado são as bobagens que o religioso profere, diante das câmeras, às escâncaras. Porque a excomunhão contra a jovem e sua família não é nada. Significa somente que elas não poderão mais comer aquele pãozinho na missa e outras bobagens. Por que Deus, que perdoa poucos, há de jogar fogo sobre este bispo e sobre o Supremo Juiz, pra mostrar quem é de fato que julga!
Lelê Teles, Brasília

5 Comentários:
Ótima crítica!
São muitas bobagens que vêm dos poderes constituídos que constituem a eterna manutenção do caos...
"Ele (o estuprador) cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão. Foi um pecado gravíssimo, mas, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente"
Arcebispo Dom José
Não digo mais nada.
Como mulher, é indignante saber que não somos protegidas nem pelas "leis" de Deus.
Você foi batizado contra a sua vontade?
Já está mais do que cansado da Igreja Católica, do Vaticano
e de todas as suas pretensas verdades e (imensos) equívocos históricos?
Ficou embasbacado ou furioso com as últimas notícias?
EXCOMUNGUE-SE!
Faça hoje mesmo o seu pedido para a autoridade clerical mais próxima!
Em São Paulo:
Arcebispo DOM ODILO PEDRO SCHERER
Arquidiocese de São Paulo
Avenida Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP 01238-908
Fone: (11) 3826.0133
Fax: (11) 3825.4414
E-mail: vicariatocom@ uol.com.br
Carta Modelo de Pedido de Excomunhão*
inspire-se e escreva a sua, e mande para a gente!
Desbatismo
Por Waldir Figueiredo Reccanello
Guarapuava, 27 de janeiro de 2004.
À Diocese de Guarapuava
A/C: Dom Antônio Wagner da Silva, SCJ - Bispo Diocesano e
Dom Giovanni Zerbini, SDB - Bispo Emérito
Prezados Senhores,
Tendo sido batizado na igreja da paróquia Cristo Rei, da cidade de Cornélio Procópio - PR, no dia 08 de maio de 1977, sob o nome Waldir Figueiredo Reccanello (filho de Valdir Reccanello e Laís Helena Figueiredo Reccanello), é o presente para solicitar a remoção de meu nome daqueles registros de batismo com a seguinte menção: "declarado apóstata por carta escrita datada de 27 de janeiro de 2004".
Conseqüentemente, exijo que seja declara, incontinenti, minha excomunhão nos termos do § 1.º do Cânone 1364 do Código Canônico: "Apostata a fide, haereticus vel schismaticus in excommunicationem latae sententiae incurrit [...]".[1]
De fato, minhas convicções religiosas e filosóficas não correspondem àquelas das pessoas que estimaram em ter-me batizado.
Assim, e agindo desta maneira, os seus escrúpulos da verdade - e os meus - serão aliviados, e os seus registros ficarão isentos de qualquer ambiguidade.
Dos requisitos para a excomunhão
Afirma o Cânone 751 do Código Canônico: "Dicitur haeresis, pertinax, post receptum baptismum, alicuius veritatis fide divina et catholica credendae denegatio, aut de eadem pertinax dubidatio; apostasia, fidei christianae ex toto repudiatio; schisma, subiectiones Summo Pontifici aut communionis cum Eclesiae membris eidem subditis decretatio".[2]
Conforme lição de Carlos Corral Salvador e José Maria Urteaga Embil [3], o conceito de Apóstata aparece no cânone 751: "Apostasia é o repúdio total da fé cristã".
Existe este repúdio, quando se repudia o próprio fundamento da fé cristã, quer dizer, os mistérios da Trindade e da Encarnação. É apóstata da fé cristã quem rejeita Jesus Homem-Deus, pois a fé cristã consiste substancialmente na revelação que Deus fez, em Jesus, Deus e Homem.
É necessário, porém, distinguir o pecado de apostasia do delito de apostasia. O cânone 751 declara quem é Apóstata, no sentido teológico e moral. Mas, para que o pecado de apostasia seja também delito de apostasia, é preciso comprovar se existem elementos essenciais do delito, de modo especial os indicados no cânone 1330. Para que exista o delito de apostasia, é preciso que o repúdio da fé cristã, enquanto tal, seja externo; e, para que possa ser considerado consumado, é preciso que seja percebido por alguém.
Outro não é o caso!
Meu ato é externo, posto que escrito, e percebido por alguém, os senhores, que dele são testemunhas.
A pena prevista para o apóstata, como também, em seu caso, para o herege e o cismático, é, de acordo com o cânone 1364, a excomunhão latae sententiae.
Ainda no cânone 751, define-se a Cisma como a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos. Quem se subtrai à obediência da Igreja e à comunhão constitui-se propriamente em Cismático, pois o pecado de cisma consiste em recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos, independentemente do motivo que haja para tanto. Esse fiel incidiria numa rejeição formal da Igreja católica, de que fala o cânone 1117.
Já a Heresia se trata da negação ou dúvida pertinaz de uma verdade que deve ser crida com fé divina e católica da parte de um batizado. No cânone 750[4] indicam-se quais as verdades de fé divina e católica.
Com relação à gravidade do presente ato, e conforme declarava o Código Canônico de 1917, a pena é latae sententiae (ou automática) se vai unida, de tal forma, à lei ou ao preceito, que se incorre nela pelo próprio fato de se ter cometido o delito, não sendo necessário que o juiz ou o Superior a aplique. No mesmo Código, definia-se o "dolo", em matéria penal, como a vontade manifesta de violar a lei.
Essas definições estão claras na presente missiva, não podendo ser negadas, além de continuar sendo válidas atualmente. "Delito doloso" será, pois, o delito cometido à ciência e consciência de que se está transgredindo um preceito legal.
Da motivação para a excomunhão
Reconheço que para a igreja é muito mais fácil reconhecer outras superstições, e que, não sendo familiarizada com o racionalismo, ela (a igreja) tem dificuldade em aceitar a decisão de renúncia da fé religiosa.
Portanto, como forma de confissão pública de minhas intenções de ser excomungado, e para ter certeza de que minha blasfêmia esteja suficientemente clara, afirmo:
Eu não sou mais um Católico Romano.
Eu não aceito a posição da igreja sobre o controle de natalidade e sobre o aborto.
Eu não acredito em orações, milagres ou em teologia, eu não tenho posto os pés em uma igreja por anos, exceto para casamentos e funerais, e eu não quero continuar a ser computado como católico.
Eu sou ateu.
Eu, por meio desta, renuncio a todas as armadilhas da religião.
Eu renuncio a todas as bênçãos, benefícios, graças, santificações e vantagens supostamente conferidas a mim por qualquer ato religioso realizado por mim ou em meu benefício no passado, no presente ou no
futuro.
Eu condeno a monstruosa idéia do pecado original, e renuncio a qualquer batismo feito por mim ou em meu benefício com a intenção de retirar este dito pecado de mim.
Eu rejeito como ridícula a idéia dos sacrifícios expiatórios e de seus presumidos benefícios.
Eu não creio na existência de (d)eus ou de deuses, reinos sobrenaturais ou vida após a morte, e não agirei como se eles existissem.
Eu não creio que qualquer livro, construção, local, pessoa pensamento ou ato seja santificados e eu não fingirei que eles são.
Eu me recuso à sujeição ao Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana.
Eu não penso que orações sejam mais do que meras conversas consigo próprio, e não vou fingir que sejam.
Eu não creio que qualquer pessoa seja mais santificada que qualquer outra, ou que qualquer ser humano deva ser mais elevado em relação a outro por qualquer motivo, seja por ancestralidade, raça, sexo, ocupação, crença ou qualquer outra razão, e não fingirei que seja.
Como pessoa racional e de princípios que sou, incomoda-me muito o fato de que alguém em algum lugar, possa me incluir com um membro de uma superstição irracional que tem causado, e ainda causa, irreparáveis danos à humanidade, e com a qual estou em profundo desacordo.
Por favor, removam meu nome dos registros da igreja, efetivem minha excomunhão, e registrem que eu não mais sou um Católico Romano.
Solicito, por fim, confirmação escrita deste ato e, por favor, sejam o mais rápido possível.
Não pense que esta carta foi escrita em algum momento de furor insano e inconseqüente contra sua instituição religiosa. Muito antes e pelo contrário.
Eu sei que esta carta envolve excomunhão e estou a par das implicações e das conseqüências de meu ato.
E, para terminar, afirmo que faço isto de plena consciência, de livre e espontânea vontade, e com grande alegria por me ver livre do fardo de ser considerado católico.
Nestes termos
Cética, laica e atenciosamente
____________ _________ _______
Waldir Figueiredo Reccanello
XXX – Batel - Guarapuava - PR
(*) Descoberta do Apocalipse Motorizado
--
Mariana Cavalcante
http://girame. wordpress. com
Seria inercial de minha parte...não comentar sobre seu novo texto.Primeiramente é necessário salientar que as passagens Bíblicas citadas são do Velho Testamento, que apresenta uma visão totalmente diferenciada com relação ao Novo Testamento.Enquanto o Novo testamento prima pela Vida e o Velho Testamento dentro de uma visão crua pode até primar pela Morte..como vc sugere.Ressalto a necessidade de relatar os fatos e somente julgá-los após uma analise detalhada do contexto no qual estão inseridos.Por essa razão creio que seja imaturo um julgamento tão determinante como foi sugerido.
Com relação ao Crime cometido que traz a tona toda nossa ira e descrença com os seres humanos. Precisamos chamar atenção para o qual andam vulneráveis nossas crianças e idosos...e ao mesmo tempo o que tem levado chamados "Cidadoes" inseridos socialmente a exercerem tamanha crueldade??
Um ato realmente imperdoável...mais que merece uma grande reflexão..até onde vai a maldade humana???
Creio que de todo o enredo descrito, é necessário salientar e Parabenizar a atitude da mãe.Por ter tido a coragem de enfrentar o monstro com o qual se casou...e mesmo sendo uma católica fervorosa enfrentou a visão defasada na qual fora educada religiosamente a fim de defender o sobretudo o Direito a vida e a Infância do qual sua filha faz jus..
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